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Biblioteca de Poesiarepente · cordel · cantoria
Astier Basílio

bar amarelinho, campina grande

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onde não se aceita cartão, nem tem whisky.Agüento o amigo (por dentro qualquer um é triste).Sem importância que a cerveja esfrie,éramos dois kafkas de R$ 1,99, de butique.Nenhuma mulher nos esperava, nenhuma mulher livreàquela hora em que contávamos cicatrizes.A noite era de uma miséria simples.Falávamos de eliot, nossa inútil estirpe,num lugar onde este nome era invisível."Ninguém aqui lê eliot", entre risos disse,"mas, eles se vingam de nós sendo felizes".

Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.

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