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Biblioteca de Poesiarepente · cordel · cantoria
Diniz Vitorino

A noite é uma criança e eu sou o brinquedo dela

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Adoro a noite estreladaPra cantar beijando as floresE logo morrer de amoresNos braços da madrugada;Uma estrela prateadaHá de me servir de velaE em cada flor amarelaDeixo um verso por lembrança…A noite é uma criançaE eu sou o brinquedo dela.

A noite é mansão divinaOnde versejo e namoro,A Lua, noiva que adoro,Ninfa esbelta e pequenina;Minha dócil bailarina,Pura, divinal e bela;Eu poeta, ela donzela,Enquanto eu canto ela dança.A noite é uma criançaE eu sou o brinquedo dela.

O céu é alva paredePor onde a noite entra e sai;Cada neblina que caiNa terra me mata a sede;Cada nuvem é uma redeFeita com malha amarela;A Lua se deita nela,Deus pega o punho e balança…A noite é uma criançaE eu sou o brinquedo dela.

Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.

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