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Biblioteca de Poesiarepente · cordel · cantoria
Diniz Vitorino

Adeus

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Se me enxotas, mulher, eu parto, já é hora.Não me humilhes no pranto da partida,Pois o maior desespero de quem chora,É não ter sua dor reconhecida.

Minha lágrima é de amor, nasceu agora!Mas a tua depois será nascida.Quanto mais escondida ela demora,Mais será lacrimosa a tua vida.

Os teus remorsos virão! Eu não sei quando.Haverás de lembrar de mim chorando,Eu também chorarei sem ti na cama.

Tua lágrima externa falsidade,Mas as minhas são gotas de saudade,Jamais secam, nos olhos de quem ama.

Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.

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