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Biblioteca de Poesiarepente · cordel · cantoria
Geraldo Amâncio

Com Pedro Bandeira, morre o maior encanto da cantoria

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O Príncipe da cantoriaA poesia perdeu,O telefone tocou,Minha alma estremeceu,O Dr. Paulo QuezadoMe disse penalizado:Pedro Bandeira morreu.

Pedro botava na vozA mais doce melodia,Botou arte no repenteAssumiu a primazia,Não houve vate melhor,Com ele morre o maiorEncanto da Cantoria.

Logo aos dezessete anosPedro a cantar se dispõs,Cantou por mais de seis décadas,Morreu com oitenta e dois,Foi gênio igual ao avô,A lacuna que deixouNinguém preenche depois.

Foi quem mais escreveu sobrePadre Cícero Romão,Cantou pra o papa João PauloE entregou na sua mãoum poema com carinho,Pedindo pra o meu padrinhoSua canonização.

De todos os cantadoresFoi quem mais cantou bonito,Eu fui seu imitadorNunca neguei, admito,Ele mais inteligente,Não imitei no repenteMas na arte ainda imito.

"Bandeira canta no Céu"É um poema completo,Ele fez em homenagemAo seu avô predileto,Bandeira com os versos seusNo Paraíso de Deus,Vai fazer dupla com o neto.

De todos os cantadores,Pedro foi o mais querido.Inspirado e carismático,Comentado e aplaudido.Pelo dom que Deus lhe deuTudo quanto recebeu,Foi mais do que merecido.

O que Pedro fez cantandoOutro cantador não faz,Ainda mesmo que existamRepentistas geniais,Nesta Pátria brasileira,Um outro Pedro BandeiraNão vai surgir nunca mais.

Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.

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