Improvisos da chuva e da velhice
Ouça o poema
0:00 / 0:36 Cai a chuva no telhado,a dona pega e colocauma lata na goteira,onde a água faz barroca:cada pingo é um baiãoque o fundo da lata toca.
Estou ficando cansado,o corpo sem energia...Jesus pintou meu cabelono final da boemia,pintou mas nem perguntouqual era a cor que eu queria!
Quando esbalda o nevoeiro,rasga-se a nuvem, a água rola,um sapo vomita espuma;onde o boi passa se atola,e a fartura esconde o sacoque a fome pedia esmola.
Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.