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Biblioteca de Poesiarepente · cordel · cantoria
João Paraibano

Improvisos da chuva e da velhice

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Cai a chuva no telhado,a dona pega e colocauma lata na goteira,onde a água faz barroca:cada pingo é um baiãoque o fundo da lata toca.

Estou ficando cansado,o corpo sem energia...Jesus pintou meu cabelono final da boemia,pintou mas nem perguntouqual era a cor que eu queria!

Quando esbalda o nevoeiro,rasga-se a nuvem, a água rola,um sapo vomita espuma;onde o boi passa se atola,e a fartura esconde o sacoque a fome pedia esmola.

Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.

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