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Biblioteca de Poesiarepente · cordel · cantoria
Zé da Luz · Zé da Luz

As flô de Puxinanã

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Três muié ou três irmã,três cachôrra da mulesta,eu vi num dia de festa,no lugar Puxinanã.

A mais véia, a mais ribustaera mermo uma tentação!mimosa flô do sertãoque o povo chamava Ogusta.

A segunda, a Guléimina,tinha uns ói qui ô! mardição!Matava quarqué critãoos oiá déssa minina.

Os ói dela pariciaduas istrêla tremendo,se apagando e se acendendoem noite de ventania.

A tercêra, era Maroca.Cum um cóipo muito má feito.Mas porém, tinha nos peitodois cuscús de mandioca.

Dois cuscús, qui, prú capricho,quando ela passou pru eu,minhas venta se acendeucum o chêro vindo dos bicho.

Eu inté, me atrapaiava,sem sabê das três irmãqui ei vi im Puxinanã,qual era a qui mi agradava.

Inscuiendo a minha cruzprá sair desse imbaraço,desejei, morrê nos braços,da dona dos dois cuscús!

Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.

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