A cacimba
Tá vendo aquela cacimbalá na bêra do riacho,im riba da ribanceira,qui fica, assim, pru dibáxode um pé de tamarinêra.
Pois, um magóte de môçaquage toda manhanzinha,foima, assim, aquela tuia,na bêra da cacimbinhaprá tumar banho de cuia.
Eu não sei pru quê razão,as águas dessa nacente,as águas que ali se vê,tem um gosto diferentedas cacimbas de bêbê...
As águas da cacimbinhatem um gôsto mais mió.Nem sargada, nem insôça...Tem um gostim do suódo suvaco déssas môça...
Quando eu vejo éssa cacimba,qui inspio a minha carae a cara torno a inspiá,naquelas águas quiláras,Pego logo a desejá...
... Desejo, prá quê negá?Desejo ser um caçote,cum dois óio dêsse tamanhoPrá ver aquele magótede môça tumando banho!
Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.