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Biblioteca de Poesiarepente · cordel · cantoria
Manoel Xudu

Desespero

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Pulverizem-se meus ossos em mil atritos,Meus nervos sensitivos não se movam.Os meus gânglios linfáticos se dissolvamNas moendas malditas dos proscritos.

Deus do céu tape as ouças pra meus gritos,Dos meus prantos os irmãos não se comovam.Os espíritos malignos se promovamContra mim com tormentos infinitos.

Todos os cânceres, e moléstias perigosasMe cubram de manchas cor-de-rosas...Que ninguém chegue perto do meu leito.

Os fantasmas do mau me roubem a calma,Satanás estrangule minha almaE o punhal da traição crave meu peito.

Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.

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