A Minha Mãe
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0:00 / 0:36 Eu nunca escrevi nada que falasseDiretamente de Mamãe — que crime!Porque nunca encontrei algo sublimeQue à minha santa Mãe se comparasse.
Tudo que vive, tudo quanto nasce,Tudo que é belo e só bondade exprimeNão me oferece um termo com que mimeDe minha Mãe a veneranda face.
E mesmo que um vocábulo eu achasse,Era preciso transformá-lo em floresE as flores todas transformar em prece,
Pra guardar entre súplicas e odoresTodas as preces que Mamãe rezasse,Todas as frases que Mamãe dissesse!
Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.