O romance da donzela com o cavaleiro da manhã
Sinhazinha,Abre a porta dos teus olhosQue o luar chegou ligeiroBem primeiro que o teu acordarE os raiosTrazem o teu cavaleiroViajante, companheiro,De estradeiro caminharOitenta léguasDe galope e ribanceirasDe cancelas e porteirasE distância no olharPois que a saudadeDeixa o coração puídoNão há riacho compridoQue impate o viajarAcende a lua que pousou na tua vistaPra que também ela assistaUm romance de cordelDe uma donzela com um vaqueiro empoeiradoDas estrelas namoradoDas estradas menestrelMas não se esqueça de colher rosa amarelaDessas que enfeitam capelasQue alegram os cabelos teusPra que na hora do cavaleiro seguirLeve lembranças de tiNos caminhos do adeus
De repente aparece o cavaleiroRodeado de estrelas luminosasE enfeitando um jardim cheio de rosasEla para e lhe espera no terreiroEle diz ?-sou seu príncipe seu guerreiroNuma nuvem de sonhos lhe acompanho.?Sinhazinha, amorosa dá-lhe um banhoDe carícia amorosa e doces beijosNum delírio frenético de desejosAdormece nos braços do estranro.
Sinhazinha vestida de inocênciaCom o resto do mundo não de importaDe repente ela vai lhe abrir a portaNuma nuvem de mágica transparênciaDerramando gotículas de essênciaQual a for virginal que a gente apertaSinhazinha delira mas despertaDá seu corpo de virgem ao cavaleiroQue num sonho tornou-se seu guerreiroPra faze-la feliz, viver liberta.
Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.