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Biblioteca de Poesiarepente · cordel · cantoria
Rogaciano Leite

Se Voltares...

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Como o sândalo humilde que perfumaO ferro do machado que lhe corta,Hei de ter a minh’alma sempre mortaMas não me vingarei de coisa alguma.

Se algum dia, perdida pela bruma,Resolveres bater à minha porta,Em vez da humilhação que desconfortaTerás um leito sobre um chão de pluma.

Em troca dos desgostos que me deste,Mais carinhos terás do que tivesteE meus beijos serão multiplicados…

Para os que voltam, pelo amor vencidos,A vingança maior dos ofendidosÉ saber abraçar os humilhados.

Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.

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