Soneto ao filho
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0:00 / 0:35 Filho meu nunca faças o que eu fizE o que eu fiz não procure nem saberVeja bem meu semblante que ele dizO que eu tenho vergonha de dizer
Não matei, não feri, porque não quisCeifar vidas humanas pra viverMeu mau foi cantar pra ser felizTendo dor pra chorar até morrer
Que loucura meu filho, é ser poetaFingir que é filosofo, que é profetaSem reunir multidões pregar a esmo
Aos espaços mandar cantos fingidosProcurar consolar os oprimidosQuando o mais oprimido sou eu mesmo.
Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.