Pular para o conteúdo
Biblioteca de Poesiarepente · cordel · cantoria
Diniz Vitorino

Soneto ao filho

Ouça o poema
0:00 / 0:35

Filho meu nunca faças o que eu fizE o que eu fiz não procure nem saberVeja bem meu semblante que ele dizO que eu tenho vergonha de dizer

Não matei, não feri, porque não quisCeifar vidas humanas pra viverMeu mau foi cantar pra ser felizTendo dor pra chorar até morrer

Que loucura meu filho, é ser poetaFingir que é filosofo, que é profetaSem reunir multidões pregar a esmo

Aos espaços mandar cantos fingidosProcurar consolar os oprimidosQuando o mais oprimido sou eu mesmo.

Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.

Mais de Diniz Vitorino

Ver todos →

Outros poemas em soneto

Ver todos →