Sertão em carne e osso
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0:00 / 0:40 No romper das alvorada,Quando alegre a passaradaSe desmancha em cantoria,Anunciando ao sertãoA sua ressurreiçãoNo despontar de outro dia!
Nos galho das baraúnaOs magote de graúnaQuando o seu canto desata,Parece uns vigário véioCantando o santo evangéioNa igreja verde da mata!
Canta nas tarde morenaQuando o sol vai descambando,Se despedindo da terra,Beijando a crista da serra,Deixando o céu tão bonito,Que o sol redondo e vermêioParece, mal comparando,Um grande chapéu de couroNa cabeça do infinito!
Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.