O pobre
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0:00 / 0:37 Não há pobre tão mísero como o pobreMuito rico, avarento e desalmado.Que faz do peito um baú, esconde o cobre,Nada em ouro, mas vive flagelado.
Subtrai dos vizinhos e não descobreQue o tesouro quando é mal arranjado,Gera status, porém não torna nobreO espírito insensato e desonrado.
Velho enfermo, chegando ao fim da vida,Chora vendo que a fortuna adquirida,Não lhe pertence nem vai ao ataúde...
Deixa todos os bens materiais,Cofres cheios de joias, cabedaisE não leva um centavo de virtude.
Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.