Pular para o conteúdo
Biblioteca de Poesiarepente · cordel · cantoria
Diniz Vitorino

O pobre

Ouça o poema
0:00 / 0:37

Não há pobre tão mísero como o pobreMuito rico, avarento e desalmado.Que faz do peito um baú, esconde o cobre,Nada em ouro, mas vive flagelado.

Subtrai dos vizinhos e não descobreQue o tesouro quando é mal arranjado,Gera status, porém não torna nobreO espírito insensato e desonrado.

Velho enfermo, chegando ao fim da vida,Chora vendo que a fortuna adquirida,Não lhe pertence nem vai ao ataúde...

Deixa todos os bens materiais,Cofres cheios de joias, cabedaisE não leva um centavo de virtude.

Toque num verso para ouvir a partir dele. Leitura em voz sintética.

Mais de Diniz Vitorino

Ver todos →

Outros poemas em soneto

Ver todos →